quarta-feira, maio 03, 2006

da varanda


da varanda vejo o mar. vejo a entrada da barra do tejo, os barcos que entram e saem e as histórias que levam e trazem.
da varanda vejo o sol e à noite a lua. cheia quando está, encoberta ou fora de alcance.
da varanda vejo o infindável céu. vejo aviões que dia adentro e noite afora rasgam as nuvens sempre que as há lá no alto.
da varanda vejo o combóio cujo grito metálico emudece os cães e os gatos e as pessoas.
da varanda vejo todo este mundo dia após dia.

não vale nada esta vista.prefiro mil vezes o reflexo do teu olhar numa onda pequenina ou o riso contagiante da pim-pim numa corrida.

3 comentários:

Elora disse...

também prefiro esse tipo de paisagens.

susie disse...

O amor sente-se nas pequenas coisas.
Torna a vida muito mais poética.
Podes sempre associar o que vês, às boas recordações!

Luísa disse...

Nem tenho palavras para te comentar... as tuas letras transpiram ternura e amor...

Um grande, grande beijo...
(amei o teu comentário lá em casa... escreves deliciosamente... até acho que devias ter um blog... eheheheh)